Entorse do tornozelo: uma lesão comum que não deve ser banalizada
A entorse do tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais frequentes, sobretudo em contexto desportivo, mas também no dia a dia. Resulta de um estiramento excessivo — ou rotura — dos ligamentos e restantes estruturas responsáveis pela estabilidade da articulação. Em situações mais graves, pode associar-se a lesões ósseas.
Na maioria dos casos, trata-se de uma lesão ligeira a moderada. O mecanismo mais habitual é o trauma em inversão (o pé “vira para dentro”). O trauma em eversão (pé “vira para fora”) é menos comum, mas tende a estar associado a quadros mais graves.
As entorses do tornozelo classificam-se em três graus:
- Grau I (ligeiro) – estiramento ligamentar sem rotura
- Grau II (moderado) – rotura parcial dos ligamentos
- Grau III (grave) – rotura completa ligamentar, com instabilidade evidente
Sintomas mais comuns
Os sintomas variam de acordo com o grau da lesão, mas incluem habitualmente:
- Dor local
- Edema (inchaço)
- Hematoma
- Sensibilidade ao toque
- Vermelhidão e aumento da temperatura local
- Dificuldade em apoiar o pé, permanecer em pé ou caminhar
Ignorar estes sinais ou regressar precocemente à atividade aumenta significativamente o risco de reincidência.
A importância da reabilitação precoce
Após uma entorse, a reabilitação deve começar o mais cedo possível. Uma intervenção adequada permite uma recuperação mais rápida, segura e funcional, reduzindo o risco de novas entorses — algo frequente quando a lesão não é bem tratada.
Nas primeiras 24 horas é recomendado o protocolo PRICE:
- Protection – proteção
- Rest – repouso
- Ice – gelo
- Compression – compressão
- Elevation – elevação
Ainda assim, este é apenas o primeiro passo. A avaliação médica é fundamental para definir o grau da lesão e orientar o tratamento mais adequado.
Fisioterapia na reabilitação da entorse do tornozelo
O plano de reabilitação é ajustado à fase da lesão — inflamatória, cicatrização ou reeducação funcional — e pode incluir:
- Agentes físicos (como ultrassom, laser ou estimulação elétrica), com foco no controlo da dor e do edema e apoio à reparação tecidular
- Mobilização articular específica, para recuperar a amplitude de movimento e promover uma cicatrização correta
- Exercício terapêutico orientado, com foco no fortalecimento muscular, flexibilidade e estabilidade do tornozelo
- Treino proprioceptivo, essencial para melhorar a capacidade de resposta da articulação a mudanças rápidas de posição e prevenir entorses de repetição
Tempo de recuperação
O tempo de recuperação varia significativamente:
- Grau I: 1 a 2 semanas
- Grau II: 3 a 6 semanas
- Grau III: 6 a 12 semanas
Estes prazos dependem de vários fatores, como a gravidade da entorse, o tempo até ao início do tratamento, o tipo de reabilitação, a atividade profissional, a condição física geral e a existência de entorses prévias.
Como prevenir novas entorses?
A prevenção passa, acima de tudo, por exercícios de estabilidade e controlo neuromuscular. Estes exercícios melhoram o controlo da articulação e reduzem drasticamente o risco de reincidência.
Um programa preventivo eficaz deve incluir:
- Exercícios dinâmicos e multidirecionais
- Adaptação à modalidade praticada
- Aquecimento adequado
- Uso de calçado apropriado
Em fases iniciais de regresso à atividade ou em casos de instabilidade marcada, pode ser indicada a utilização temporária de ligadura funcional ou ortótese.
Ouça o seu corpo: dor e fadiga são sinais de alerta, não obstáculos a ignorar.
Na INNPERSONA, a entorse do tornozelo é tratada com uma abordagem clínica estruturada, baseada em avaliação rigorosa e fisioterapia orientada para recuperar função, estabilidade e confiança no movimento.
Se sofreu uma entorse do tornozelo, entre em contacto com as Clínicas de Fisioterapia INNPERSONA, em Barcelos. Tratar bem agora é evitar problemas no futuro.






